Eu posso escolher a paz!
Família — Projeto de Deus · Aula 1
Eu posso
escolher a paz!
Jesus e os conflitos dentro de casa
Revista do aluno
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Família — Projeto de Deus · Aula 1
Jesus e os conflitos dentro de casa
Revista do aluno

VERDADE PRINCIPAL Mesmo quando não concordamos ou não nos entendemos, podemos responder com respeito, diálogo e amor.
PONTO DE PARTIDA Ter conflitos em casa não significa que a família não se ama. O problema é o que fazemos quando o conflito aparece.
Resposta “Só mais cinco minutos!” / “Tu nunca me deixas fazer nada!” / “Então também não vou jantar!”
Pergunta à turma Pergunte: O que tornou o problema maior? Que palavras pioraram a situação?
Versão 2 - O conflito é tratado
Resposta
“Mãe, estou quase a terminar esta fase. Posso terminar em dois minutos?” Se a resposta for não: “Está bem. Não gostei, mas vou desligar.”
Pergunta à turma Pergunte: Qual das duas situações provavelmente termina melhor? Porquê?
ENSINO-CHAVE Resolver conflitos não significa conseguir sempre o que queremos. Significa responder corretamente mesmo quando não conseguimos o que queremos.


Leia ou conte Lucas 2:41-52. Jesus tinha cerca de 12 anos quando viajou com Maria e José até Jerusalém para a Festa da Páscoa.
No regresso, Maria e José pensaram que Jesus estava com os familiares e amigos. Quando perceberam que Ele não estava, voltaram à procura dEle. Depois de o procurarem, encontraram-no no templo.
Maria disse que ela e José estavam aflitos. Jesus explicou que devia tratar dos negócios de seu Pai. O texto diz que Maria e José não compreenderam plenamente o que Jesus lhes dizia.

O detalhe decisivo vem depois: Jesus voltou com eles para Nazaré e era-lhes sujeito. Ele sabia quem era e qual era a sua missão, mas não transformou a incompreensão em desrespeito.
1. Nem sempre vamos compreender os nossos pais - A falta de compreensão não precisa transformar-se numa guerra.
2. Podemos explicar o que pensamos sem desrespeitar - “Posso explicar porque fiz isso?” é muito diferente de “Vocês não entendem nada!”.

3. Não precisamos de ganhar todas as discussões - Às vezes o mais importante não é provar quem está certo, mas preservar o relacionamento.
4. O respeito continua a existir quando estamos frustrados - Posso estar zangado, triste ou contrariado e ainda assim escolher como vou falar e agir.

41 Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa.
42 Quando Jesus completou doze anos, foram à festa, como de costume.
43 Terminada a celebração, partiram de volta para Nazaré, mas Jesus ficou para trás, em Jerusalém, sem que seus pais notassem sua falta.
44 Pensaram que ele estivesse entre os demais viajantes, mas depois de caminharem um dia inteiro começaram a procurá-lo entre os parentes e amigos.

45 Como não o encontravam, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.
46 Por fim, depois de três dias, acharam Jesus no templo, sentado entre os mestres da lei, ouvindo-os e fazendo perguntas.
47 Todos que o ouviam se admiravam de seu entendimento e de suas respostas.
48 Quando o viram, seus pais ficaram perplexos. Sua mãe lhe disse: “Filho, por que você fez isso conosco? Seu pai e eu estávamos aflitos, procurando você por toda parte”.

49 “Mas por que me procuravam?”, perguntou ele. “Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”
50 Não entenderam, porém, o que ele quis dizer.
51 Então voltou com os pais para Nazaré, e lhes era obediente. Sua mãe guardava todas essas coisas no coração.
52 Jesus crescia em sabedoria, em estatura e no favor de Deus e das pessoas.

O irmão mexeu nas minhas coisas
Resposta que piora “És sempre um chato! Sai daqui!”
Resposta melhor “Não gostei que mexesses nas minhas coisas sem perguntar. Da próxima vez, pergunta primeiro.”
Os pais disseram “não”
Resposta que piora “Vocês nunca deixam fazer nada!”
Resposta melhor “Posso saber porque disseram que não?” Se a resposta continuar a ser não: “Está bem.”
Fui acusado de algo que não fiz
Resposta que piora “Vocês nunca acreditam em mim!”
Resposta melhor “Posso explicar o que aconteceu?”

Eu estava errado
Resposta que piora Inventar desculpas ou culpar outra pessoa.
Resposta melhor “Desculpa. Eu errei.”
P - PARA: Antes de responder, para alguns segundos. Não digas a primeira coisa que vier à cabeça.
A - ABAIXA O TOM: Se alguém começa a gritar, não precisas de aumentar a voz também.
Z - ZERO ATAQUES: Não uses rótulos ou ofensas. Ataca o problema, não a pessoa.
CONVERSA: Explica o que aconteceu, escuta o outro e procura uma solução.
Divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo recebe uma situação e prepara duas cenas:
1. Como o conflito poderia correr mal. 2. Como a mesma situação poderia ser resolvida com princípios cristãos.
O irmão mais novo entrou no quarto e estragou alguma coisa. A mãe manda desligar o telemóvel durante uma conversa. Dois irmãos querem sentar-se no mesmo lugar no carro. O pai não permite ir à casa de um amigo. Alguém comeu o último pedaço de sobremesa que outra pessoa estava a guardar. A mãe pede para arrumar o quarto quando a criança queria jogar.
PERGUNTA APÓS CADA APRESENTAÇÃO Em que momento o conflito poderia ter sido interrompido?

É fácil sair da aula a pensar: “O meu irmão precisava de ouvir isso” ou “A minha mãe precisava estar aqui”. Mas a pergunta cristã é outra:
PERGUNTA PESSOAL O que EU posso mudar?
Peça que cada um pense numa atitude recorrente: responder mal, provocar irmãos, reclamar quando recebe uma tarefa, fazer birra ao ouvir “não”, demorar a obedecer, recusar-se a pedir desculpa ou guardar rancor.
Explique: não precisamos resolver hoje todos os problemas da nossa casa. Podemos, porém, escolher mudar uma atitude nossa.
ESTA SEMANA EU VOU SER UM CONSTRUTOR DE PAZ NA MINHA CASA.
A atitude que eu preciso mudar esta semana é: ____________________________________________
Provérbios 15:1 (NVT) - “A resposta gentil desvia o furor, mas a palavra ríspida desperta a ira.” Uma resposta pode apagar ou aumentar um incêndio.
Tiago 1:19 (NVT) - “Entendam isto, meus amados irmãos: estejam todos prontos para ouvir, mas não se apressem em falar nem em se irar.” Ouvir mais, falar menos impulsivamente e controlar a ira.
Efésios 4:32 (NVT) - “Em vez disso, sejam bondosos e tenham compaixão uns dos outros, perdoando-se como Deus os perdoou em Cristo.” A família precisa de perdão porque convivemos todos os dias.
Pergunte: “É preciso um incêndio inteiro para queimar uma casa?” Não. Um pequeno fósforo pode iniciar um grande incêndio.
Dentro de casa acontece algo parecido. Uma pequena frase pode gerar outra, depois outra, até algo pequeno tornar-se uma grande discussão.
FRASE DE IMPACTO Alguém pode decidir: “O incêndio termina comigo.” Isso é maturidade cristã.
Jesus tinha aproximadamente a idade de alguns dos alunos. Ele estava a crescer, tinha pensamentos, perguntas e uma missão. Mesmo assim, continuava a aprender a viver dentro da sua família.
Uma das provas de que estamos realmente a crescer não é conseguir fazer tudo o que queremos. É aprender a conversar, ouvir, controlar as palavras, pedir perdão, respeitar e resolver conflitos.
DESAFIO Sempre que surgir um conflito em casa, lembrar: “EU POSSO SER O PRIMEIRO A ESCOLHER A PAZ.”
Isso não significa aceitar tudo nem nunca dizer o que pensa. Significa escolher uma maneira cristã de falar e agir.

“Senhor Jesus, obrigado pela nossa família. Sabemos que nem sempre concordamos e que às vezes ficamos zangados, respondemos mal ou magoamos as pessoas que estão mais perto de nós. Ajuda-nos a aprender contigo. Ensina-nos a ouvir, a conversar, a respeitar os nossos pais, a tratar bem os nossos irmãos e a pedir perdão quando erramos. Quando surgir um conflito dentro da nossa casa, ajuda-nos a não aumentar o problema, mas a sermos instrumentos de paz. Usa-nos para tornar a nossa família mais parecida com aquilo que Tu desejas. Em nome de Jesus. Ámen.”
Frase da aula
PARA MEMORIZAR Na minha família, eu posso escolher ser parte da solução e não aumentar o problema.
CONCEITO CENTRAL As famílias não são lugares onde nunca existem conflitos. As famílias saudáveis aprendem a resolver os conflitos com amor, respeito, verdade e perdão.